A pena, a espada, o nosso lado
Tudo retráctil, tudo ornado
Pequeno
Abraços e mata-leões
Neste estuário entre nós dois
Correm tinta e sangue
É de que pedra esta erosão
Que me faz Pensador sentado
E a ti Discóbolo em tensão?
E em qual aceno é que nos meço?
O desse adeus em que me culpo
Ou o da ternura em que tropeço?
Ou o da ternura em que tropeço?
A minha letra e o teu punhal
Na miserável noite igual
Depostos
A cada dia basta um mal
E a quadratura do teu sol
Está nos meus diários
Que rocha é esta que erodiu
Que te fez peito amontanhado
E a mim o seixo que o sorveu?
E que bandeira é que mereço
A da cidade em que te perco
Ou a da ternura em que tropeço?
Ou a da ternura em que tropeço?
E que penedo se desfez
Em ti a escopro de Claudel
E a mim em tábua de Moisés?
E em que idioma é que te esqueço
O que gerou o saudoso termo
Ou o da ternura em que tropeço?
Ou o da ternura em que tropeço?
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